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A relação entre nosso país e a China é intensa quando se fala em energia solar fotovoltaica. Somos um grande importador de seus produtos, que mesmo taxados, geralmente tem um custo melhor que o de produtos de fabricação nacional. A importação no nosso país cresceu 24% no primeiro semestre de 2019 e subiu para 1,26 gigawatt, o que representa mais de um terço da capacidade aqui instalada. Por lá, esta tecnologia avança a passos largos. 

 

Desde 2017 a tecnologia fotovoltaica vem recebendo fortes investimentos na China, o que causou também a queda nos preços de produção dos equipamentos e políticas de incentivo governamentais. Uma pesquisa realizada pela revista Nature Energy e produzida pelo Royal Institute of Technology de Estocolmo, na Suécia, mostrou que em 344 cidades chinesas a eletricidade produzida através de painéis fotovoltaicos já é mais barata do que a gerada pela rede nacional.  Em apenas 25 anos, o país foi de nenhum painel solar para pelo menos 100% a mais do que qualquer outro lugar no mundo. 

 

Kingsmill Bond estrategista da Carbon Tracker – companhia que pesquisa o impacto da mudança climática nos mercados financeiros, afirmou que a “conclusão de que a energia solar industrial e comercial é mais barata do que a eletricidade da rede, significa que o mundo pode abranger a energia solar”. Vindo de um país que consome 28% do combustível mundial, esse é um marco importante na tentativa de se livrar dos combustíveis fósseis. 

 

Estima-se que a capacidade fotovoltaica da China deverá atingir pelo menos 400 GW até 2030 e o governo quer mudar o cenário de ter 66% da energia proveniente do carvão até 2050. Atualmente, em cerca de 22% das cidades chinesas a geração de energia solar já apresenta custos menores do que os do carvão. De acordo com um relatório do governo, as energias renováveis podem suprir 86% das necessidades energéticas do país – sendo que a energia solar é responsável por cerca de 1 terço deste número. Este é o grande plano para combater os graves problemas de poluição atmosférica da China.

 

No mundo, especialistas preveem que o uso da energia solar crescerá consideravelmente e que corresponderá a 12% da oferta global daqui 40 anos. Em 15 anos, espera-se que a geração de eletricidade pelos sistemas fotovoltaicos seja correspondente a 3 usinas hidrelétricas de Itaipu. 

 

O Brasil tem avançado bastante e pode se tornar o maior consumidor desse tipo de energia, o que causará inúmeros benefícios, consolidando-o como uma Nação com base de geração de energia sustentável. Aqui, a grande concentração de geração de eletricidade solar está localizada na região Nordeste, pela maior radiação solar na área. Porém, pela localização tropical do país, a energia solar é abundante em todo seu território.

 

Segundo estimativas do governo, a tendência é que este mercado movimente U$ 100 bi até 2040. Esses dados criam um cenário de confiança entre os consumidores e com a crescente demanda, os valores dos painéis também sofrem impactos e passam a ser mais acessíveis. Com um mercado que só cresce e que tem retorno garantido, não há motivos para não investir na energia do futuro. Faça um orçamento com a BrS e não fique para trás!