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Uma das grandes dúvidas que os clientes da BrS Energia têm antes de conhecer nossa equipe, se refere à real durabilidade dos sistemas de energia solar fotovoltaica. Em outros momentos informamos sobre garantia de geração de 25 anos das placas e também mencionamos que existem sistemas instalados há mais 30 anos e que estão em pleno funcionamento, com módulos fotovoltaicos sem nenhuma avaria estrutural, ferrugens, trincados ou outro tipo de problema. Mesmo assim, permanece a questão: a tecnologia aplicada realmente foi feita para durar várias décadas?

 

Para serem comercializados no mercado internacional, os módulos devem apresentar diversos selos. Muitos destes são exclusivos de cada país e aqui fazemos um alerta: é necessário compreender o que cada selo significa para se certificar da qualidade do equipamento que você estará levando para casa, pois muitos selos se referem a aspectos específicos dos módulos que não tem, necessariamente, uma relação direta com questões como a durabilidade e a resistência. O selo brasileiro do Inmetro, por exemplo, testa apenas 1 dos 18 itens considerados necessários para que uma placa seja vista como segura pelo mercado internacional.

 

Então como saber se meu módulo é confiável?

 

Para isto existem diversas comissões e organizações, internacionais e nacionais, como a Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC), que prepara e publica as Normas Internacionais para toda elétrica, eletrônica e tecnologias relacionadas. Para o setor de eletricidade solar, ter o selo de qualificação IEC 61215 significa que o produto atende aos requisitos considerados mundialmente como necessários para um painel ter durabilidade, desempenho e segurança para ser comercializado em países da Europa, Japão, China, EUA e outros.

 

Existem outros exemplos que dizem respeito à qualidade do serviço prestado pelas empresas fabricantes ou a relações e condições de trabalho nestas, o que tem impacto direto na qualidade dos módulos. Portanto, estes selos ditam as normas internacionais de qualidade que a empresa segue. Explicaremos alguns destes.

 

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A SGS TÜV Saar é uma empresa líder mundial em testes, auditoria, verificação e certificação, principalmente na Alemanha e na França. Seu selo significa que a empresa cuida da proteção do homem, do meio ambiente e dos bens contra danos que possam resultar das instalações ou dos equipamentos técnicos.  

 

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A ISO (International Organization for Standardization), define um conjunto de normas que são consideradas um padrão internacional para mais de 150 países e são aplicadas a campos tão distintos quanto materiais, produtos, processos e serviços. Esta família de normas estabelece requisitos que auxiliam a melhoria dos processos internos, maior capacitação dos colaboradores, monitoramento do ambiente de trabalho, e verificação da satisfação dos clientes, colaboradores e fornecedores, num processo contínuo de melhoria do sistema de gestão da qualidade.

 

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O selo do Clean Energy Council (o “Conselho da Energia Limpa”) expressa que a empresa tem uma política eficaz para a energia limpa. Este é fornecido para membros que tem ação em vários aspectos dentro do mercado de energias renováveis.

 

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CE, a sigla francesa para Conformité Européenne (ou "Conformidade Européia"), é um selo necessário para qualquer fabricante, seja europeu ou não, que queira vender seus produtos dentro do território europeu, garantindo que um determinado número de parâmetros estabelecidos pela União Européia foi seguido.

 

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O selo do Inmetro objetiva fortalecer as empresas brasileiras aumentando sua produtividade por meio da adoção de mecanismos destinados à melhoria da qualidade de produtos e serviços, bem como através do apoio ao desenvolvimento de inovações tecnológicas. No setor fotovoltaico, o Inmetro mede a eficiência dos módulos e a classifica com uma importante tabela que varia de A a E.

 

Estes são os selos internacionais e nacionais mais vistos nos módulos solares e que atestam sua resistência, durabilidade, eficiência e qualidade de fabricação. Os testes, principalmente os mais extensos e técnicos, como o do IEC, são bem rígidos e realizados em condições mais críticas às que podem ser enfrentadas por um módulo em situações climáticas normais.

 

No item 17 do teste do IEC, por exemplo, são lançadas pedras de gelo nas placas em uma velocidade de 82,8 km/h, sendo que em condições naturais não há registros de velocidades superiores a 32 km/h. Outro aspecto que favorece a resistência das placas em situações como essa, de forte impacto, é sua a inclinação. Assim, em condições normais, as pedras de granizo não conseguem atingi-las diretamente e repousar sobre elas, seguindo o percurso com uma velocidade menor, ou seja, o impacto nestes casos é bem menor.

 

A escolha das placas para a realização do teste do IEC é feita de maneira aleatória: 8 unidades são retiradas de um lote de produção qualquer e testadas. Se apenas duas não passarem em qualquer que seja o teste, o lote é inteiramente reprovado. Se somente uma for reprovada, mais duas são postas à prova, devendo ser aprovadas.

 

Quando falamos que os módulos são fabricados com uma tecnologia duradoura, projetada para haver o mínimo de falhas por 25 anos ou mais, afirmamos também que existem outros itens tecnológicos que garantem que os materiais tenham uma alta resistência e qualidade. Tudo que envolve a geração de eletricidade solar é sempre tecnologia de ponta. Por isso é necessário buscar empresas que forneçam materiais e serviços de qualidade, conhecer o que oferecem e verificar se os equipamentos contêm selos que comprovam isto.

 

Se você ainda tiver dúvidas com relação aos equipamentos, não hesite em procurar a nossa equipe!