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Já ouviu falar em Building Integrated PhotoVoltaics? Traduzida para o português, esta palavra bonitona aí significa “Sistemas Fotovoltaicos Integrados” e corresponde à incorporação de painéis solares às construções de uma forma diferente das instalações tradicionais. Em outros momentos falamos no nosso blog sobre a instalação dos sistemas nos telhados das residências, nas coberturas dos edifícios e até mesmo fixados ao solo - algo muito comum nas usinas fotovoltaicas. Com a disseminação e desenvolvimento crescentes da tecnologia de geração de eletricidade solar, surgiram novas necessidades e assim apareceu o BIPV.

 

Uma edificação com um Sistema Fotovoltaico Integrado (BIPV) utiliza os módulos de uma forma que, além de gerar eletricidade fornece funcionalidades adicionais como por exemplo, proteção contra as chuvas e raios solares, isolamento térmico, iluminação natural, etc. Ou seja, nestes casos as placas, também conhecidas por sua grande durabilidade e resistência, substituem alguns elementos da construção convencional.

 

O BIPV é extremamente vantajoso quando comparado às instalações tradicionais de painéis solares, vejamos:

  1. A primeira vantagem diz respeito ao espaço disponível, que não se limita aos telhados e coberturas dos imóveis. Os módulos podem ser integrados a marquises, fachadas, grades de prédios, clarabóias, brises, basculantes, podem substituir telhados, janelas, servir de cobertura para estacionamentos, varandas, parapeitos e outros. Enfim, a imaginação aqui é o limite! Quando usado como clarabóia, por exemplo, os painéis semitransparentes podem ajudar a manter a temperatura interna e a luminosidade, além de gerar eletricidade.
  2. A segunda vantagem está no caráter estético já que as placas solares deixam as fachadas mais bonitas, o azul das células de silício dá um charme às construções. E para quem quer inovar mais ainda, já existem painéis coloridos.

 

Não paramos por aí, o futuro da tecnologia está a favor do BIPV como podemos ver em diversos protótipos e empreendimentos. Este ano a maior empresa de software da América Latina, a TOTVS, utilizou filmes fotovoltaicos (OPVs) na fachada da sua nova sede em São Paulo - SP. Ainda não comercializados no mercado, eles pagaram cerca de 100 milhões de reais para o desenvolvimento e instalação da tecnologia, que consiste em filmes plásticos impressos com uma tinta orgânica capaz de produzir eletricidade solar. A aplicação do OPV também é capaz de reter 95% da radiação UV, o que, combinado ao fato do material ser transparente e permitir a entrada de luz, contribui para o conforto térmico e para uma melhor gestão da eficiência energética do edifício. Com a tecnologia a empresa abastece cerca de 66 de suas estações de trabalho.

 

Também é interessante mencionar que no mês de agosto pesquisadores da Universidade de Exeter, Inglaterra, desenvolveram blocos de vidros que contém pequenas células solares embutidas. De acordo com informações publicadas sobre esta inovação, os blocos podem garantir o isolamento térmico e a entrada de luz. Sendo extremamente modulares, eles integram perfeitamente as construções substituindo tijolos.

 

Se você ainda não conhecia os BIPVs, fique atento, pois sua utilização tem crescido bastante! Com tantas opções para a aplicação dos módulos, esta tem se mostrado uma grande aposta para o futuro, que já permite que os profissionais da área de arquitetura integrem cada vez mais a tecnologia solar aos seus projetos e construções.