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O mundo caminha para um cenário alarmante, com um efeito estufa potencial sem precedentes. Os números atuais são os maiores em 23 milhões de anos: observou-se um crescimento de quase 4 partes por milhão de CO2 entre os anos de 2015 e 2016. No ano de 2016, batemos um novo recorde a nível mundial, pois após um século e meio de queima de combustíveis fósseis na atmosfera, foi registrada a maior concentração de CO2 na atmosfera (entre 407,6 a 408 partes por milhão).

Para o ano de 2017, espera-se que o cenário seja mais ameno, que as variações sejam menores do que a tendência observada nos últimos anos. Mas a situação ainda não é favorável, os índices de emissão de carbono ainda são positivos: em um período de 5 anos visualizamos o aumento para 410 partes por milhão registrados em maio, um marco geológico inédito em qualquer período de tempo – mesmo durante o evento de extinção por efeito estufa do Pemiano-Triássico, o qual eliminou cerca de 90% da vida dos oceanos e 75% da vida terrestre.

As causas que provocam o aumento da concentração de gás carbônico na atmosfera são várias, dentre as quais destacamos a queima de combustíveis fósseis: petróleo, gás natural e carvão mineral. Estas ainda são as principais fontes energéticas a nível mundial e sua contínua utilização levará a concentração de CO2 às alturas, a números nunca vistos em apenas algumas décadas. Os três últimos anos já foram considerados os mais quentes da história da humanidade, e como exposto acima, infelizmente a tendência é a de que esta situação se agrave e que em um futuro próximo a humanidade não esteja apta a pagar o alto preço de manter os hábitos atuais.

Segundo alguns especialistas é necessário que o mundo não só pare de emitir gases de efeito estufa como tenha que fazer “emissões negativas”, ou seja, tenha que “sequestrar” carbono e fazer uma limpeza da atmosfera. O custo deste processo será muito mais caro do que o custo de reduzir as emissões. O grande perigo da continuidade na emissão está no derretimento do Permafrost (ou pergelissolo na tradução em português, que em linhas gerais é um solo permanentemente congelado), que já foi iniciado e que guarda uma bomba de metano em sua base, um gás 21 vezes mais poluente que o gás carbônico.

Assim, é essencial a inversão deste processo. A substituição da matriz energética, com a adoção de energias renováveis como a eletricidade solar, por exemplo, é um passo fundamental. Também é necessário rever certos hábitos, que devem ser avaliados e eliminados da mesma forma.

Nós, humanos, iniciamos um processo que apresenta consequências catastróficas em um horizonte próximo. Precisamos reconhecer que a Terra reage a estas ações e que quem sofre somos nós. Pesquisas apontam que sem os seres humanos, em 10 mil anos não haveria resquícios de nossa existência e nosso planeta se recuperaria da nossa intervenção e estaria saudável. Ou seja, no final a Terra sempre sobrevive, mas se não alterarmos nossas dinâmicas de vida, talvez os seres humanos não sobrevivam.